Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 17/06/2021

Em princípio, é um fato de que a violência doméstica é um problema recorrente no Brasil, e aparentemente com a pandemia do Covid-19, esse problema vem se intensificando e ganhando ainda mais profundidade. Devido ao isolamento social as pessoas acabam por passar mais tempo juntas e isso aumentam as tensões no ambiente familiar. Por conseguinte, essas tensões acabam se tornando em conflitos, e esses não se limitam somente à agressão física, mas abordam também outros tipos de violência doméstica (física, psicológica, sexual, moral e patrimonial).

Aliás, é correto dizer que o Brasil é uma sociedade totalmente patriarcal e misógina. E certamente elementos do patriarcado e da misoginia estão presentes na cultura do país, músicas que indiretamente acabam por incentivar a violência contra a mulher, como em uma do Noel Rosa que diz “Mas que mulher indigesta, merece um tijolo na testa”. Sem dúvidas esse tipo canção leva a incentivar casos de violência doméstica.

Portanto, como o governo pede para que as mulheres fiquem em casa em uma sociedade como essas? Ainda mais no período da pandemia, em que as pessoas estão angustiadas em casa e os casos de violência doméstica se intensificaram, é de extrema importância de que o governo adote medidas de prevenção e denúncia contra esses casos além da campanha do “Sinal Vermelho”, por exemplo. Pois ainda existem grandes números de subnotificações, por conta da dificuldade de denúncias, e é necessário novas medidas e estratégias.

Em suma, fica evidente que as mulheres brasileiras estão em uma situação difícil e precisam de apoio no momento. Portanto, cabe ao governo aderir meios mais eficazes para essa situação,  divulgando por meio das redes socias sinais da violência doméstica e oferecer novas formas de denúncias por meio de sinais, por exemplo, para não alertar os agressores sobre as denúncias. Dessa forma, talvez seja possível diminuir os casos de violência doméstica e fazer com que as mulheres se sintam seguras em suas próprias residências.