Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 19/06/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progide quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto, quando se observa o expressivo aumento do número de casos de violência doméstica durante a quarentena, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática cresce diariamente, seja pela desmotivação das mulheres em pedir ajudar e serem ajudadas de forma eficaz, seja pela hesitação ao denunciar, com aversão de não serem escutadas e até mesmo piorar a situação, acarretando a permanecer em situações de violência.Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para a coletividade feminina.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema, uma vez que mulheres quando denunciam passam por diversas etapas para comprovar a violência, muita das vezes sendo motivo de desconfiança de policiais e delegados, que na maioria dos casos são homens.Convém lembrar que a Delegacia da Mulher não é 24 horas, nem abre aos finais de semana, logo evidência que não é uma prioridade.

Outrossim, destaca-se o descaso da opinião da mulher na sociedade, de maneira análoga, é possível perceber que a mulher quando comparada ao homem, sempre foi inferior e sinônimo de fraqueza, seguindo essa linha de pensamento que levou à violência, abuso e desvalorização da mulher até hoje, observa-se a necessidade de políticas que visem o agressor ser devidamente punido, assegurando mulheres de estarem efetivamente seguras.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à contrução de um mundo igualitário.Destarte, o governo deve sancionar leis com punições mais severas aos agressores, promovendo o incentivo da denúncia.Em suma, faz-se mister, por meio da mídia, instituir campanhas as quais encorajem as vítimas de agressão, além de ajuda psicológica, a fim de que as mulheres não sejam mais vistas como inferiores ou incapacitadas e a violência doméstica seja escassa definitivamente.