Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 02/07/2021
A quarentena imposta pelo corononavírus trouxe a tona um realidade cruel, o aumento dos números dos casos de violência doméstica contra as mulheres. No Brasil, há diversos fatores relacionados ao crescente número de ataques a mulheres, dentre eles se destacam dois: O primeiro é a herança cultural deixada pelo machismo e o segundo é a pena branda com quem comete tais atos de violência.
Desde a época da colonização, aspectos machistas eram esculpidos na sociedade. Dentre esses aspectos temos o direito ao voto, direito ao trabalho, direito a liberdade de expressão direitos que no começo da história brasileira foram privados das mulheres e exaltado aos homens. Isso fez com que a cultura do machismo se enriquece-se pois toda autonomia ficou para os homens, deixando a mulher a mercê das decisões tomadas por seus companheiros. E sem voz alguma a mulher passou a ser vítima de violência doméstica, e seus maridos, pais, irmãos saíam impunes, no entanto isso mudou com a chegada da lei 11.340 - Lei Maria da Penha- trazendo mais rigor aos crimes cometidos contra as mulheres mais todavia isso não é o suficiente para inibir os agressores.
Segundo a Agência Senado, o Brasil foi o 18º país da América Latina a adotar uma legislação para punir agressores de mulheres. Atualmente o Senado está votando um projeto de lei, que aumenta a pena mínima de 3 meses para 2 anos e a pena máxima de 3 anos para 6 anos. Entretanto essa ação ainda não se mostra intimidadora já que muitos agressores são beneficiados, com redução da pena e por serem réus primários conseguem converter a pena em doações de cestas básicas. Isso é um desrespeito com vítima, e fica mais evidente que tais medidas não funcionam quando os casos de violências continuam a aumentar.
Por conseguinte, fica claro que o machismo e a falta de penas mais rigorosas contribuem negativamente com as questões ligadas a violência doméstica. Diante disso o Ministério da Educação deveria criar um programa curricular onde desde o ensino fundamental 1 professores abordem questões ligadas a violência. Um exemplo seria o pedagogo elaborar histórias lúdicas para crianças onde o mesmo iria ensinar que agredir verbalmente ou físicamente mulheres é completamente errado, e que se as crianças testemunharem isso elas devem contar para algum adulto de fora da família. Além disso esse programa curricular que aborda questões de violência deverá seguir até o final do ensino médio, sempre debatendo com os alunos o quanto é errado a cultura do machismo. A finalidade é a desconstrução do pensamento machista para assima diminuir a longo prazo os inúmeros eventos de agressões com mulheres na sociedade brasileira, pois se caso essa questão não for debatida e abordada em sala de aula, a cultura da violência doméstica sempre crescerá.