Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 06/07/2021

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de relações humanas, a violência doméstica funciona como uma gota de sujeira poluidora. Nesse prisma, fatores como a falta de informações de incentivo e um pensamento banal impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.

Em primeira análise, a limitação de conhecimentos mostra-se como um dos fatores para a resolução do problema. Conforme Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão das pessoas determinam sua compreensão acerca do mundo. Nessa fala, o filósofo justifica a causa da problemática: se os indivíduos não possuem informações suficientes sobre como denunciar casos de violência doméstica, como onde procurar ajuda ou como auxiliar; o campo de visão será limitado, e a sociedade não será incentivada a reverter esse ato desumano que atinge tantas mulheres brasileiras. Por isso, se propagandas, notícias e relatos não chegarem integralmente a toda população, inclusive as vítimas, o país sofrerá com mulheres mais violentadas pelos maridos e impunes de formas de defesa e ativismo.        Em segunda análise, um raciocínio trivial sobre a diferença de tratamento entre os sexos masculino e feminino apresenta-se como outro fator dificultador do bem-estar civilizatório. Segundo Hannah Arendt, na teoria da banalidade do mal, o ato preconceituoso passa a ser feito inconscinetmente quando os indivíduos normalizam tal situação, comparando com as dificuldades que mulheres enfrfentam no cotidiano, por exemplo, salários menores que os homens, assédio sexual e verbal urbano e laboral e, até mesmo, domiciliar com os maridos. Por esse lado, a origem desses atos reside durante toda história humana, em que essa parcela social sofre com a incapacidade imposta pelo sexo oposto, como exemplo, no periodo paleolítico que as mulheres cuidavam dos filhos enquanto os machos caçavam, sendo estes considerados os mais fortes e aquelas mais fracas por permanecer no lar. Com isso, esse pensamento banal segregador permanece enraizado na sociedade cultural e instintiva, assim como sendo protagonista de conflitos domésticos, o que deve ser mudado.

Portanto, medidas são necessáriaspara diminuir a violência doméstica. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação promover palestras, ministradas por psicólogos, em instituições de ensino parceiras, com o “slogan”: “Denuncie violências”. Esse projeto pode ser feito mediante um diálogo - aberto e gratuito a toda população - entre o público presente e o especialista sobre as formas de denunciar e ajudar na questão de confrontos entre homens e mulheres e ambiente residencial, com infográficos, exemplos e dados, de modo que incentive a população a ser ativista do bem-estar social.