Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 11/07/2021
A série original da Netflix “you” retrata a vida de um sociopata que ao manter sua companheira presa comete vários atos de violência doméstica. Infelizmente, esse tipo de violência não acontece apenas na série, na realidade brasileira atual é algo que está cada vez mais presente. Dessa forma, vê-se que tanto a má aplicação da lei, quanto o silenciam o assunto precisam ser superados para diminuir os casos de violência doméstica.
Em primeira análise, vale ressaltar que não basta a lei existir, tem que ser executada e isso implica no aumento dos casos de violência doméstica, principalmente, durante a pandemia. A Lei Maria da Penha, diz que seu objetivo principal é coibir e previnir a violência contra a mulher. Contudo, apesar dessa lei existir á anos e assegurar vários direitos as vítimas dessa violência, elas não se sentem segura para realizar denúncias devido a má aplicação da lei, que na maioria das vezes, os agressores saem impunes por falta de provas, e a vítima ainda enfrenta a falta de respeito e compreensão ao chegarem a delegacia.
Em segunda análise, vale ressaltar que durante a pandemia, com toda a família dentro de casa, os casos de violência doméstica aumentaram 50% de acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desde que a quarentena começou, em março. O filósofo Michel Focault defendia o princípio da normalização em que, comportamentos são considerados naturais pela intensa repetição. Nesse contexto, a violência doméstica já foi normalizada, naturalizada e silenciada pela sociedade brasileira, em decorrência intensa repetição como Focault afirmou.
Portanto, cabe ao poder executivo garantir a aplicação de suas leis, inclusive a lei Maria da Penha, por meio de fiscalizações em todos os Estados e pesquisas com mulheres vítimas de violência doméstica, a fim de saber se sentiu segurança após a denúncia e se o agressor sofreu as devidas consequências. Além disso, a mídia deve abordar o tema, em palestras educativas e programas abertos, para que as vítimas a sociedade não silencie e normalize o grave aumento q a violência doméstica tem tido durante a pandemia.