Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 22/07/2021
A violência no ambiente doméstico tem grande presença no dia a dia de muitos brasileiros. Na Pandemia de 2020 esses atos violentos obtiveram maior notoriedade, visto que segundos dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos cerca de 105 mil denúncias. Essa realidade negativa mostra ser necessária uma conduta mais expressiva do Estado e da sociedade civil.
Em primeira análise, a Constituição de 1988 assegura a segurança daqueles vítimas do abuso domiciliar. No entanto, apesar da prerrogativa existir, muitos indivíduos não a conhecem, muitas vezes por falta de incentivo do Poder Público com campanhas governamentais elucidativas. Além disso, os meios de denúncia, como o Disque 100 e o Disque 180, apesar de serem usados, não atingem toda a população. Logo, enquanto não houver uma melhor distribuição de informações sobre como denunciar esses crimes, mais vítimas o País terá.
Ademais, o Brasil possui uma cultura familiar patriacal e machista, portanto, o homem é o líder da família e tem o direito e agredir quem quiser. Porém, esse pensamento atrasado, geralmente se dá por traumas familiares ou por falta de ensinamentos dado pelos pais, pois de acordo com o ativista Nelson Mandela, " A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo". Por isso, enquanto não houver debates familiares acerca do tema, mais enraizada ficará essa cultura violenta.
Portanto, com o escopo de combater o aumento da violencia doméstica no Brasil, cabe a mais famílias e escolas fomentar uma cultura da não violência, seja doméstica ou não, por meio, respectivamente, de reuniões no âmbito familiar e de palestras no ambiente escolar sobre a problemática, pois, assim, a ideia de que a educação muda o mundo, de Nelson Mandela, será concretizada. Além disso, cabe ao Governo informar a população sobre a legislação e dos meios de denúncia, por meio de informes elucidativos e campanhas governamentais.