Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 05/08/2021
A obra “O triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, tem como característica principal seu nacionalismo ufanista, acreditando em um país útopico. Nessa perspectiva, o desafio relacionado a violência doméstica durante a pandemia torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Portanto, fatores como desigualdade social e intolerância feminina favorecem o agravamento desse impasse no país.
Em primeira análise, vale ressaltar que a desigualdade muito presente na sociedade contemporânea, desfavorece soluções a cerca do combate a violência doméstica. Prova disso, dados da “Pnud” (Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento" relata que o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, evidenciando o quanto o país sofre com desigualdades. Uma vez que, a sociedade tem uma visão não muito ampla do papel feminino no mundo atual, que seriam cargos e diversas responsabilidades essenciais para o desenvolvimento humano.
Ademais, a falta de respeito por parte da sociedade agrega esse aumento impetuoso de agressões, por acharem que são objetos domésticos. Dessa maneira, pesquisas feitas pelo “G1”, ressalta que uma a cada quatro mulheres foi vítima de algum tipo de violência durante a pandemia no Brasil. Assim, dificultando melhorias em busca de um sistema igual a todos, de modo que o progresso é impossivel sem mudanças.
Destarte, o problema de violência doméstica reproduz uma concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como todos os cidadãos que, indiretamente, também figuram vítimas de seu legado. Nesse sentido, o Estado deve executar campanhas influenciadoras, por meio de verbas, com o propósito de surgimento de denúncias das pessoas que sofrem com essa situação. Espera-se, com isso, que o aumento de denúncias seja maior, catalisando esse obstáculo que impede um país mais igualitário.