Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 17/08/2021
Em 2020, com o advento da pandemia da COVID-19 a implementação do isolamento social foi considerado a forma mais segura de se proteger da alta contaminação viral. Entretanto, para seres, em sua maioria mulheres/crianças que moram com seus agressores, estar em casa é tão ameaçador quanto a complicação externa. Assim, urge a necessidade de um dabate sobre as possibilidades de uma vítima realizar uma denúncia segura e questionar quais as informações sobre o assunto estão circulando na sociedade. Para então, solucionar-se essa mazela social.
É evidente, que estar reclusa num mesmo local de seu ofensor, a vítima se encontra em situação de vulnerabilidade e propensa à ser silenciada, já que o contato com pessoas de fora foi enfraquecido no período. Para corroborar esse raciocínio, verifica-se que, segundo dados do instituto DataFolha, 48% das mulheres do país sofreu algum tipo de violência doméstica em 2020, 6% à mais que em 2019. À luz dessa informação, é possível inferir que as casas precisam receber mais atenção do governo e da sociedade, os dois agentes devem estar atentos aos sinais, serem acolhedores e divulgadores de canais de denúncia, para que não tenham mais mulheres entrando nas desoladoras estátisticas.
Ademais, é necessário esclarescer que a violência se desdobra além do modo físico. Existem as violências psicológicas, patrimonais, sexuais, financeiras, e, quando essa informação não chega à população, deixam-se frestas que facilitam a ação dos violentos. Assim, a ideia propagada há anos pelo filósofo Francis Bacon “Conhecimento é Poder”, revela que neste caso específico, através do conhecer será possível denunciar e punir mais agressores, dando o poder da liberdade para os que sofrem.
Entende-se portanto, que o assunto possui relevância no campo social pois é alarmante a maneira como a violência doméstica aumentou durante a quarentena. Assim,cabe ao Governo Federal através do Ministério da Família intensificar suas campanhas públicas contra a violência doméstica, tais campanhas devem conter números gratuitos de denúncia, divulgação sobre quais os tipos de violência e centros de acolhimento às vítimas, devem ser postas em circulação em outdoors e principalmente nos canais de TV aberto para que vítimas possam se informar e denunciar. Além disso, cabe à Polícia Militar e aos canais de denúncia possuir seus atendes treinados para pedidos de socorro que são mascarados, usando outros termos para que a vítima se proteja. Ao Poder Legislativo cabe criar uma proposta de lei que pelo menos 10% dos veículos públicos de segurança sejam destinados a atender esses casos de denúncia doméstica com maior agilidade. Por conseguinte, aos poucos será possível gerar casas mais seguras, longe de qualquer tipo de violações e com vítimas curadas de seus traumas.