Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 05/10/2021

No ano de 2006, em homenagem à mulher cujo marido tentou matá-la, foi sancionada a lei Marinha da Penha que visa combater à violência contra as mulheres. Todavia, ao se observar o aumento dos casos de agressões domésticas durante a quarentena, percebe-se que essa lei é utópica, visto que a violência doméstica se mostra um grave problema. Com isso, há de se debater sobre a cultura machista, bem como a negligência estatal.

Diante desse cenário, no século XIX, o romantismo transmitia, pela representação de personagens literárias, uma conduta de submissão feminina que compactuava com os valores morais da época. Ocorre que, mesmo após séculos de desenvolvimento, o Brasil ainda compactua com essa ideia, visto que desde o início da pandemia do novo coronavírus, os casos de agressões as mulheres teve um aumento de 35%, segundo o portal de notícias R7, evidenciando que a cultura machista do século XIX ainda persiste ligada a sociedade contemporânea. Desse modo, durante o tempo em que essa cultura permanecer ligada a nação não será possível combater a violência doméstica.

Além disso, segundo o filósofo alemão Friedrich Hegel, é dever do Estado proteger seus´´filhos``. Ocorre que, no Brasil, quando se vê a indiligência do Poder Público diante da violência doméstica, nota-se que as ações do Estado vão ao encontro do que foi proposto por Hegel, na medida em que a nação verde-amarela não tem iniciativas capazes de assegurar à segurança as vítimas de agressão em casa. Assim, enquanto a agressão for a regra, a seguridade será a exceção.

Verifica-se, portanto, que se faz necessário debater sobre o aumento de casos de agressões contra a figura feminina em casa durante a quarentena, logo, é dever do Estado promover a segurança dessa parcela da população, por meio de campanhas e da criação de canais de atendimento, visando a proteção feminina. Outrossim, é dever das escolas educar sobre os casos de violência doméstica. Essas iniciativas teriam a finalidade de garantir a afirmação da participação do Estado e, de sorte, mitigar a cultura machista.