Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 24/08/2021

A quarentena, devido a pandemia provocada pelo Covid-19, tem causado uma convivência diária maior entre os familiares. Essa nova realidade causou um aumento no número de conflitos e de casos de violência doméstica no Brasil, o que está, de fato, ligado ao machismo estrutural.

Em primeira análise, como mostra o Artigo 5º da Constituição de 1988, homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Entretanto, a realidade demonstra uma contrariedade, já que a violência doméstica e os casos de feminicídio são tão frequentes na sociedade e tiveram um aumento durante a quarentena, de acordo com dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Devido essa situação, muitas mulheres se sentem constantemente ameaçadas e inferiores aos homens.

Outrossim, é primordial apontar o machismo estrutural como um fator motivador dessa adversidade. Durante o isolamento social essa questão se agrava, pois as mulheres que sofrem violência dentro de casa tem a sua liberdade ainda mais encurtada e se distanciam das redes de apoio e proteção, esse fato traz maior liberdade para o agressor agir inferiorizando e maltratando a mulher sem que seja denunciado. Diante disso, fica clara à necessidade da fiscalização em residências que ja ouveram denúncias.

Infere-se, portanto, que o governo federal deve agir de forma responsável para atenuar a situação. Desse modo, cabe ao Poder Executivo desenvolver políticas públicas, com o intuito de reduzir os casos de violência contra a figura feminina. Assim, é imprescindível criar medidas arbitrárias contra os agressores. Junto à isso, o Ministério da Educação, deve agir criando projetos em escolas que ensinem todos desde à infancia a não praticar nenhuma forma de violência e a como agir caso sejam as vítimas. Ademais, devem elaborar campanhas por meio das mídias sociais para encorajar as vítimas a denunciar. Dessa forma, forma a violência doméstica se tornará uma realidade distante no Brasil.