Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 25/08/2021

No curta-metragem brasileiro “Lockdown, não tem vacina”, é contada a história de quatro mulheres que durante a pandemia ficam mais expostas à violência doméstica, correndo maiores riscos. Assim, a história cresce com o objetivo de conscientizar não somente as vítimas, mas principalmente quem ainda não se comoveu com a causa. Fora da ficção, é fato que são as mesmas dificuldades encontradas para o aumento da violência doméstica no contexto do isolamento social, na qual a pandemia causada pela Covid-19 forçou pessoas do mundo inteiro a isolarem-se em suas casas e levando ao aumento desse crime. Isso se dá, principalmente, pela inexistência desse assunto nas mídias televisivas e pela ausência de ações estatais para o combate ao problema.

A princípio, vale ressaltar que a falta de importância que esse caso tem para a sociedade é um dos fatores que causam o crescimento de tal temática. Nesse sentido, segundo o filósofo Confúcio, não corrigir as falhas feitas é o mesmo que cometer novos erros. Sob essa visão, é possível afirmar que se encontra uma falha no sistema brasileiro, por não inserir projetos sociais, para que a população, principalmente, o grupo social mais afetado tenha o acompanhamento necessário para combater esse crime e ao não apresentar nas mídias que esse assunto é importante e tem que ser debatido.

Outrossim, é necessário apresentar que a ausência de ações vindas do Estado é um problema bastante relevante para tal tema. De acordo com o escritor irlandês Oscar Wilde, o Estado deve fazer o que é útil para o bem da sociedade. Em vista de tal citação, fica evidente que o Estado não cumpre com seu papel de fazer o que é útil, visto que muitas mulheres ainda tenham que passar por tal violência sozinhas e sem o apoio da sociedade, principalmente em um isolamento, e, assim, sentirem-se culpadas quando são violentadas ou estão em uma posição de desigualdade, então, é necessário tomar as providências cabíveis.

Portanto, medidas devem ser tomadas para reduzir os casos de violência doméstica no isolamento social. Logo, é preciso que o Estado crie projetos de intervenções e palestras e programas na sociedade, para que essas jovens possam ser atendidas por uma especialista, a fim de oferecer maior acolhimento e mostrar a elas que não estão sozinhos na luta contra esse crime. Ademais, deve-se que o Ministério da comunicação realize campanhas publicitárias e transmissões televisivas sobre esse crime, a importância de denunciar tal agressão e como lidar com essa situação, já que propagandas e novelas podem mostrar as realidades vividas e conscientizar a população de que esse problema precisa ter mais importância. Desse modo, haverá uma melhoria no problema de modo coletivo e não apenas para uma parcela da população e problemas como no curta “Lockdown, não tem vacina” irá diminuir.