Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 01/09/2021

Com a confirmação de uma pandemia pela OMS, o isolamento social se fez necessário para diminuir a circulação e contaminação da sociedade pelo vírus. Com uma maior convivência, pode-se ter ocorrido um aumento nas discussões e desentendimentos familiares, advindo a gerar o aumento da violência doméstica. Assim, a convivência de forma não saudável vem desenvolvendo um maior quadro de agressões nos lares brasileiros, o que pode acarretar, futuramente, o desenvolvimento de transtornos psicológicos nas vítimas.

Em primeiro plano, o isolamento social possibilitou uma maior ligação entre as pessoas, todavia, essa nem sempre acontece de forma positiva. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma em cada quatro mulheres sofreu algum tipo de violência doméstica durante o primeiro ano da pandemia. Isso advém da instabilidade causada por esse período, provocando sentimentos de angústias e incertezas, mas também pelo não conhecimento da pessoa na qual se convive. Ademais, as agressões nos lares podem proporcionar, futuramente, transtornos psicológicos nas vítimas. Segundo o Instituto Avon, a violência doméstica tem como principais consequências: ansiedade, depressão, síndrome do pânico entre outros. Portanto, observa-se o grande trauma causado pelo isolamento social e o não conhecimento de seus familiares.

Portanto, para reduzir o índice de violência doméstica, no Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve proporcionar campanhas de apoio a denúncia dos abusos em lares - por meio dos canais de comunicação - como as mídias sociais, para que assim, as vítimas de agressão sintam-se encorajadas a denunciar tal crime. Além disso, é essencial que os pacientes tenham um encaminamento a um psicólogo para tratar os traumas pós-agressão, assim, dessa forma, as vítimas sentiram-se apoiadas e dispostas a superar as brutalidades nos lares durante a pandemia.