Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 02/09/2021
Na novela “Fina Estampa”, a qual foi apresentada pela rede Globo, conta a história do casal Celeste e Baltazar. O marido sempre fazia questão de demonstar à todos seu amor e zelo por sua esposa. Todavia, em casa, a realidade era outra. Ele era abusivo e violento, e quando as coisas saíam do seu controle, Baltazar espancava Celeste. Ela, por medo do que poderia acontecer caso o denunciasse, preferia aguentar tudo em silêncio. Essa adversidade é reflexo do cotidiano de inúmeras mulheres, e atualmete em tempos de isolamento social, isso vem se tornando cada vem mais comum. Tal problemática ocasionada pelo machismo enraizado na sociedade e o descaso das autoridades.
Primeiramente, deve ser ressaltado que, apesar de muitas revoluções femininas ocorridas -com o objetivo de alcançarem a igualdade de gênero- muitas mulheres ainda são reféns dos achismos implantados na sociedade, cujo as colocam na posição de “sexo frágil”, no intuito de que estas vivam sob total domínio de seus parceiros, que quando não aceitam algo, partem para agressão, e geralmente ameaçam as parceiras a não denunciá-los, pois caso isso ocorra elas terão graves consequêcias, desde serem impedidas de ficarem em casa, até o pior de todos, o feminicídio.
Ademais, ainda se conta com a banalização das autoridades em diversas situações neste âmbito. Geralmete, o apoio só funciona em princípio nas redes socias, pois na prática, alguns preferem “fechar os olhos”, o que se torna contraditório, uma vez que o artigo 6 da Constituíção Federal assegura muitos direitos básicos da população, e dentre eles encontra-se o acesso a segurança. Devido a parcialidade da justiça na hora de levar os criminosos no momento de cumprir a pena, alguns feitores não se sentem ameaçados na hora de infrigir as leis.
Portanto, evidencia-se a necessidade de que esse problema -juntamente com o que pode ser feito para que o criminoso tenha a devida punição- seja levado a todos os núcleos da sociedade, por meio da promoção de palestras nas escolas e nas ruas. Os gorvenantes locais devem idealizar propostas para que a vítima consiga denunciar em outros estabelecimentos, semelhante a técnica criada e 2020, de fazer um “X” vermelho na palma da mão, para que quando mostrado, os atendentes da farmácia consiguissem interpretar. Feito isso, finalmente esses desafios mostrados nas telas, não serão mais uma realidade.