Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/09/2021

Uma convivência de muita intensidade, longe de parentes e amigos, contribui para que o número de casos de violência doméstica aumentem ou piorem. A maioria das mulheres não fazem a denúncia de seu agressor, pois a sociedade ainda é extremamente machista e patriarcal, e mesmo  que elas sejam vítimas, carregam a culpa de agressões.  Esse tema está relacionado a vários problemas, como por exemplo: relacionamento abusivo e desigualdade de gênero.

Muitas mulheres têm dificuldade de demonstrar o que estão passando, seja por medo, pressão ou mesmo por amor, por acreditarem que o seu parceiro possa algum dia mudar e fazer diferente. Devido ao isolamento social, praticar o ato de denunciar ficou muito difícil , pois delegacias não estavam funcionando presencialmente, e as mulheres por viverem em uma sociedade machista, que por mais que existam provas e testemunhas, o dinheiro do agressor consegue comprar a liberdade, e aí o caso de violência se torna só mais um em meio a tantos. A situação pode ser ainda mais complexa quando crianças fazem parte de lares onde há cenários de violência domésticas , muitas vezes traumatizantes.

Geralmente, quando a mulher é colocada em um lugar de inferioridade em relação ao homem, ocorre um fator chamado desigualdade de gênero. De acordo com Virginia Woolf (fundadora do modernismo inglês) ‘‘É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem…’’ No século XX vários direitos foram conquistados e a participação feminina ampliou-se nos diversos campos da vida social. Nos tempos passados, era comum que as mulheres ganhassem bem menos que os homens, depois de tantos movimentos, as coisas foram evoluindo.

Conclui-se, portanto, que intervenções devem ser utilizadas para solucionar essa questão. Cabe ao Ministério da Justiça, criar mais delegacias femininas oferencendo mais segurança e proteção as vítimas. E que o Ministério de Educação realize mais palestras sobre igualdade de gênero, e, por fim, manter filosofia e sociologia na grade principal.