Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/09/2021
A necessidade do isolamento social decorrente da pandemia do COVID-19, trouxe muitos reflexos para a vida de todas as pessoas, positivos para algumas e negativos para outras. As mulheres são um grupo que têm sentido os efeitos negativos, devido ao aumento da violência doméstica e familiar.
Isso se deve a uma série de fatores, como a perda ou diminuição da renda familiar em razão do desemprego, suspensão das atividades laborais, sobrecarga das tarefas domésticas, incluindo o cuidado dos filhos fora da escola, aumento do consumo de bebidas alcoólicas, isolamento da vítima de seus amigos e familiares, e outras situações que aumentam o tensionamento nas relações domésticas.
O Brasil não foi o único país que sofreu com esse aumento, tivemos a itália, de 1º a 18 de abril houve um aumento de 161% (cento e sessenta e um por cento) de ligações e contatos para relatar episódios de violência doméstica e pedir ajuda para uma central italiana antiviolência, comparado ao mesmo período do ano anterior, segundo divulgou o Departamento de Igualdades e Oportunidades.
No Rio de Janeiro, segundo dados do Tribunal de Justiça do estado, desde o início da quarentena no mês de março, as denúncias por violência doméstica e familiar saltaram mais de 50% (cinquenta por cento). As informações são imprecisas. Os registros de boletins de ocorrência e medidas protetivas estão em queda, devido, provavelmente, à subnotificação. No entanto, os atendimentos pela Polícia Militar e os feminicídios estão aumentando.
Várias medidas estão sendo tomadas para que esses casos diminuam, entre elas estão os apps criados especificamente para denúncias de casos assim. O Magazine Luiza adicionou uma funcionalidade de denúncia no seu aplicativo Magalu e está registrando um aumento altíssimo de casos durante o isolamento. Devem ser criadas punições mais severas para quem comete este tipo de crime, podendo assim, mudar a vida de algumas mulheres fazendo justiça.