Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 04/09/2021
Segundo a escritora Georgeana Alves, “As vítimas de violência doméstica costumam morrer muito antes da morte física. A agressão psicológica mata, sem que ninguém perceba.’’. Tendo como base tal afirmação, vê-se o quão faz sentido para com os dias atuais, visto que inúmeros são os casos de violência doméstica, ainda mais no período atual, onde vive-se uma pandemia. Dentre as causas para tal problema, destacam-se a obrigatoriedade de ficar em casa por conta do vírus e o medo de denunciar por parte da vítima.
Nesse sentido, vale ressaltar que a necessidade de permanecer em casa devido a pademia corrobora a problemática. Desse modo, traz-se o filme “Dormindo com o inimigo’’, no qual retrata a vida de um casal, onde a mulher é frequentemente agredida pelo marido, até um ponto que ela chega a forjar a própria morte para escapar. Convergente a esse filme, a realidade no Brasil também mostra casos parecidos, visto que, com a pandemia, houve um aumento nos casos de agressão física e psicológica, causando danos diversos na vítima.
Outrossim, é válido observar o receio da vítima em efetivar uma denúncia como potencializadora do óbice apresentado. Dessa maneira, vê-se na novela “Fina estampa’’, caso de violência doméstica com a personagem Celeste, que sofre em silêncio e resolve não explanar as frequentes agressões sofridas pelo marido por medo de denunciar. Assim, da mesma forma é com muitas pessoas atualmente, que se sentem ameaçadas e incapazes de denunciar para que algo pior não venha a acontecer, sendo necessário uma ação de mudança nesse âmbito.
Portanto, com o intúito de reverter a situação descrita por Georgeana alves, faz-se dispensável uma intervenção. Para tanto, cabe ao governo, haja vista o seu poder de assegurar os direitos a todo cidadão, promover projetos -por meio das redes sociais, ou palestras- debatendo mais acerca desse assunto, assim, contribuindo para o fim da insegurança da vítima ao denunciar, com finalidade de sanar o imbróglio descrito.