Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 11/09/2021

O seriado “Coisa mais linda” da Netflix retrata a realidade de Lígia, uma personagem que ao visionário de seus próximos aparentava vivenciar um matrimônio categórico; Seu esposo obstaculizava os seus sonhos e incessantemente se encontrava embriagado, o que lhe tornava um cidadão violento e agressivo. Casos de violência contra a mulher estão em constante crescimento, o que demonstra um cenário alarmante quanto a segurança destas vítimas.

Estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram que entre março de 2019 e março de 2020, a quantidade de feminicídios expandiu-se em São Paulo cerca de 46,2% durante a quarentena. Tal como acontecia na antiguidade (ainda na sociedade patriarcal) onde o patriarca detinha o poder supremo sobre a vida de seus filhos e sua cônjuge, o que facilitava a prática da violência contra a família e a mulher.

Pelo fato da família ser o berço da sociedade, cabe a ela se responsabilizar por educar os integrantes quanto a violência familiar e aos relacionamentos abusivos (que só ganharam ressalto durante a pandemia). Essa realidade ficou mais evidente devido aos casais passarem mais tempo em seus lares e não apresentarem condições psicológicas de dialogarem e resolverem seus impasses.

A fim de que essa realidade sofra uma mudança, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve estabelecer e divulgar campanhas comerciais e midiáticas para incentivar as famílias quanto á importância da educação familiar. Isto ocasionará uma metamorfose mental na sociedade, fazendo com que os números apresentados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública sejam drásticamente reduzidos.