Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 27/10/2021
A Lei Maria da Penha, promulgada em 2006, visa proteger as mulheres vítimas de violência doméstica no Brasil. No entanto, mesmo que essa forma de apoio já exista, o problema ainda existe e se agravou drasticamente na atual pandemia. tal fato ocorreu porque os brasileiros ainda são carregados de mentalidade machistas e essas mulheres têm mais contato com seus companheiros, além da dificuldade de condenar seus agressores durante a fase de isolamento. O aumento do número de casos de violência doméstica revela a fragilidade da lei, e medidas complementares são necessárias para solucionar esse problema. Em primeiro lugar, vale salientar que o Brasil é um país historicamente patriarcal, onde as mulheres sempre foram oprimidas e violentadas. Nesse contexto, a obra “Gabriela”, da década de 50 do autor Jorge Amado evidencia essa realidade ao narrar a história de um coronel que agredia sua esposa e que termina por assassiná-la. Hoje, apesar do “empoderamento” feminino, das diversas igualdades de gêneros já conquistadas e da Lei Maria da Penha sancionada, muitas delas ainda sofrem agressões verbais, físicas e psicológicas por parte de seus cônjugues. Assim, a pandemia e a necessidade de quarentena apenas trouxe à tona o machismo ainda incrustado no perfil de muitos brasileiros. Em segundo lugar, outra situação que agravou a violência doméstica durante o isolamento social é o fato de um maior convívio dessas mulheres com os seus “algozes”, o que pode ter potencializado sentimentos e aflorado problemas pré-existentes no leito familiar. Além disso, o distanciamento social contribui com a dificuldade da vítima pedir ajuda, visto que muitas delas não têm como se desvincilhar de seus agressores ou têm medo das consequências, optando, então, pelo silêncio. Logo, cabe ao Ministério da Mulher, da família e dos Direitos Humanos órgão responsável por questões referentes às mulheres por meio de palestras, debates e propagandas, mostrar que atitudes machistas não cabem mais no século XXI e precisam ser modificadas.