Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 28/09/2021

A violência doméstica no Brasil sempre apresentou índices elevados em comparação com o resto do mundo. Esse tipo de violência ocorre principalmente com mulheres e com minorias que não são capazes de se defender da violência física e mental que muitas vezes são expostas por parentes próximos ou até mesmo por seus companheiros.

Atos de violência contra minorias e pessoas indefesas, é um ato de covardia tremenda, o agressor se aproveita da vulnerabilidade física, financeira ou sentimental da vítima para se impor sobre ela, forçando-a a passar por situações constrangedoras ou desconfortáveis nas quais a vítima nunca se submeteria. Por medo, a vítima termina por ceder e a esconder o ato de violência, fazendo que seja muito difícil a intervenção da polícia.

Em 2019 cerca de 28% das mulheres brasileiras alegaram ter sofrido algum tipo de violência, número que quase duplicou em 2020. Com a quarentena imposta pelo governo os números subiram para 45% de casos relatados, fora os possíveis casos que ficaram em sigilo por medo sentido pela vítima. Esse aumento se deve pela necessidade das potenciais vítimas ficarem em casa confinadas com seus potenciais agressores, situação que favorece a agressão.

Mediante a números crescentes de violência doméstica, o governo deve intensificar por meio do ministério da comunicação, propagandas contra a violência doméstica e criar redes de apoio para que mulheres que sofram deste mal, possam se sentir confortáveis a denunciar. Cabe também ao ministério da economia investir nas polícias especializadas nesse tipo de ocorrência, para que vidas sejam salvas em situações de emergência. Dessa forma, os agressores se sentirão amedrontados em praticar tais atos, diminuindo drasticamente as taxas de violência doméstica.