Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 21/09/2021

Do ponto de vista social, a pandemia aproximou as relações, tanto pessoais quanto digitais. De mesma maneira, as relações familiares cresceram, fruto da quarentena e da possibilidade do trabalho de forma remota, ambas contribuintes para o ampliamento do tempo em casa. Por outro lado, este aumento gera proporcionalmente o aumento de casos de violência doméstica, principalmente contra mulheres e crianças, assunto já recorrente antes mesmo de um contexto de pandemia.

Em princípio, cabe-se analisar que a quarentena trouxe consigo uma alta carga psicológica, principalmente pelo aumento dos preços, do desemprego ou até mesmo em virtude do luto. Como consequência, tal estresse acaba por vezes, de maneira errônea e criminosa, descontado através de palavras ofensivas, ameaças, agressões e em casos extremos contra mulheres até mesmo o feminicídio.

Em seguida, é relevante salientar que apesar de os casos de violência contra mulheres serem os mais recorrentes, crianças também são vitimas de violência dentro de seus próprios lares. Portanto, seguindo o ponto de vista da quarentena, a falta de aulas presenciais agrava o problema e sua resolução, visto que o contato com a figura do professor diminui,  juntamente com a possibilidade de perceber sinais de tais abusos, sejam por mudanças de comportamento ou por sinais visíveis de agressão.

Nesse sentido urge que o estado, por meio do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania em parceria com a Anvisa, envie juntamente ao agente da Anvisa, durante as pesquisas sanitárias, um agente policial, que realize pesquisas sobre a violência doméstica, dando a oportunidade de a vítima gerar uma denúncia no momento da pesquisa. Da mesma forma, é dever do Ministério da Educação, incluir na carga horária estudantil, momentos para palestras sobre como agir em relação à violência em sua própria casa. Somente assim, os lares poderão voltar a ser um local seguro e de proteção.