Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 28/09/2021

Em 2006 foi sencionada a Lei Maria da Penha, ela foi criada com o objetivo de diminuir os casos de violência doméstica no Brasil. Porém, ainda com o amparo que as mulheres receberam o problema persistiu e acabou agravando-se no atual cenário pandêmico. Esse fato ocorre pois a mentalidade machista do país nunca deixou de existir, tal como o cenário de quarentena trouxe um maior contato das mulheres com seus cônjuges, o que também aumenta a dificuldade de denunciar o agressor. Nesse sentido podemos perceber a fragilidade da lei e a imprescindibilidade de novas medidas para combater esse problema.

Em primeiro lugar, é importante salientar que Brasil é um país históricamente machista e patriarcal, onde as mulheres foram muito violentadas e oprimidas. Nesse contexto, a obra contemporânea “É Assim que Acaba” - da autora norte americana Colleen Hoover - a personagem principal Lily embarca em um relacionamento onde sofre violência doméstica. Nos dias atuais, mesmo com todo o empoderamento feminino e os direitos de igualdade conquistados, muitas mulheres continuam sofrendo agressões verbais, psicológicas e físicas. Assim, tanto a pandemia quanto a abrupta necessidade de quarentena trouxe, novamente, o machismo estrutural a tona.

Em segundo lugar, o convívio das mulheres com seus cônjuges durente o isolamento social aumentou, o que pode ter potencializado os problemas pré-existentes em suas residências. Ademais, o distanciamento social dificulta a vítima a pedir ajuda, uma vez que muitas delas não conseguem um momento sozinho ou tem medo do agressor, optanto, assim, permanacer em silêncio. É indispensável criar formas alternativas e práticas de se fazer a denúncia, para incentivar as mulheres a se sentirem mais donas da própria voz, como o disque 180, um dos meios que as vítimas normalmente buscam ajuda, diretamente pelo telefone.

Logo, cabe ao Governo divulgar formas de denunciar as violências em redes sociais, jornais e rádios para que as mulheres sejam estimuladas a entrar em contato com a delegacia da mulher ou com algum polícial ligado a delegacia. Além de que, o Ministério da Mulher, da família e dos Direitos humanos, deve, por meio de propagandas, palestras e debates mostrar atitudes machistas que não cabem mais ao século XXI. A partir dessas medidas, que irão complementar a Lei Maria da Penha, será possível evitar que casos de violência doméstica, como no livro “É Assim que Acaba”, aconteçam nos dias atuais.