Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/09/2021
A violência doméstica aumentou consideravelmente no Brasil, nos primeiros meses de pandemia. Por consequência, torna-se essencial conhecer as razões do aumento tão expressivo dos casos, a fim de buscar soluções para o problema. Pelo conceito da Lei Maria da Penha, podemos considerar violência doméstica e familiar “qualquer ação ou omissão baseada no gênero, que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Mas por que isso acontece?
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o Brasil é um país historicamente patriarcal, onde grande parte das mulheres são oprimidas e violentadas. Hoje, apesar do “empoderamento” feminino, das diversas igualdades de gêneros já conquistadas e da Lei Maria da Penha, muitas delas ainda sofrem agressões verbais, físicas e psicológicas por parte de seus cônjuges. Assim, a pandemia e a necessidade de quarentena apenas revelou o machismo ainda incrustado no perfil de muitos brasileiros.
Outra situação que agravou a violência doméstica durante a pandemia é o fato de que as mulheres passaram mais tempo em casa, o que trouxe à tona sentimentos e problemas familiares pré-existentes. Além disso, o distanciamento social agravou a dificuldade da vítima de pedir ajuda, isso porque muitas delas não conseguem se livrar do seu agressor, ou têm medo das consequências e preferem ficar em silêncio.
Nesse contexto, cabe ao Ministério da Mulher, da família e dos Direitos Humanos promover debates e palestras, por meio de progandas e das redes socias, com a finalidade de conscientizar as mulheres de que elas têm seus direitos amparados por leis, que é preciso buscar ajuda e que o machismo não tem mais espaço no século XXI.