Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/10/2021
Segundo um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de ocorrências de violência contra a mulher aumentou em seis estados, em comparação ao mesmo período em 2019. Só no Estado de São Paulo, onde a quarentena foi adotada no dia 24 de março, a Polícia Militar registrou um aumento de 44,9% no atendimento a mulheres vítimas de violência, o total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817.
Apesar do maior volume de denúncias, o aumento da violência doméstica escapa das estatísticas dos órgãos de segurança pública. A razão é que, isolada do convívio social, a vítima fica refém do agressor e impedida de fazer um boletim de ocorrência na delegacia. Outros países que enfrentaram a covid-19 tiveram o mesmo problema. Com isso, a Organização das Nações Unidas (ONU) tem recomendado medidas para prevenir e combater a violência doméstica durante a pandemia.
Diante da dificuldade das vítimas de pedir socorro, além das Nações Unidas (ONU), estão surgindo várias iniciativas de canais silenciosos de denúncias. Em uma delas, a mulher vítima de violência mostra a palma da mão marcada com um X vermelho feito de batom ou outro material ao atendente de uma farmácia cadastrada, que então aciona a Polícia Militar para socorrê-la. Empresas também têm dado prioridade a campanhas na internet de denúncias veladas, necessárias quando a mulher convive com o agressor.
Portanto, diante de todos os fatos mencionados, podemos perceber a urgência de uma ação realizada pelo atual governo do nosso país, a fim de melhor acolher todas as mulheres que passam por essa situação e buscam apoio nas delegacias. Projetos de leis mais eficazes para proteger as vítimas de agressões devem ser discutidos e aprovados, sendo mais tarde bem executados, resultando em uma diminuição nas taxas de relacionamentos abusivos e número de feminicídios. Sendo assim, ações devem ser tomadas para que a sociedade se torne mais justa.