Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 27/09/2021

A violência doméstica surgiu com a formação de uma sociedade patriarcalista. No entanto, o cenário pandêmico mundial hodierno, trouxe à tona o aumento dos casos, visto que, as vítimas, majoritariamente mulheres, estavam presas com seus agressores durante o lockdown. Embora haja leis que as protejam muitas pessoas continuam com o agressor, decorrente as vários fatores como medo ou falta de recursos financeiros.

Em primeiro lugar, vale salientar que o Brasil é um país historicamente patriarcal, onde as mulheres sempre foram oprimidas e violentadas. Hoje, apesar do movimento feminista, de algumas conquistas quanto a igualdade de gênero e da criação da Lei Maria da Penha, muitas ainda sofrem agressões verbais, físicas e psicológicas por parte de seus cônjugues. Desse modo, a pandemia e a necessidade de quarentena trouxe à tona o machismo enraizado na cultura brasileira.

Em segundo lugar, outra situação que agravou a violência doméstica durante o isolamento social é o fato de um maior convívio dessas mulheres com os seus agressores, o que pode ter potencializado sentimentos e o retorno de problemas pré-existentes. Além disso, o distanciamento social contribui com a dificuldade da vítima pedir ajuda, visto que, muitas delas se vêem presa de algum modo a seu ofensor ou tem medo das consequências. Portanto, é indispensável a criação de formas alternativas e práticas de fazer denuncias para maior incentivo, por exemplo, o disque 180, por meio do qual as vítimas podem pedir ajuda diretamente pelo telefone.

Logo, cabe ao Ministério da Mulher, da família e dos Direitos Humanos por meio de palestras, debates e propagandas, mostrar que atitudes machistas não cabem mais no século XXI e precisam ser modificadas. Além disso, é importante divulgar as formas de denunciar em redes sociais, jornais e rádios para estimular o contato dessas mulheres com a polícia ou diretamente com a delegacia da mulher. Essas medidas irão complementar a Lei Maria da Penha e dar voz àquelas que enfrentão constante opressão.