Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/09/2021
Na série brasileira “Bom Dia, Verônica”, aborda-se a periculosidade da vida para as mulheres, que são muitas vezes mortas, abusadas ou violentadas; nisso, o fator principal é uma dona de casa que é violentada e manipulada pelo marido militar, e desenrola-se com seus sofrimentos e hematomas escondidos. Em vista disso, o âmbito social moderno se mostra análogo ao programa televisivo, já que milhares de mulheres brasileiras sofrem silenciosamente com a violência doméstica todos os dias; assim, com a quarentena e a obrigação de convívio em casa, tal situação se agravou substancialmente. Desse modo, é inegável que o patriarcado violento estrutural, em conjunto do desmazelo governamental afetam negativamente a problemática, sendo essencial soluções nesse caso.
Em primeira análise, o machismo agressivo e opressor é comprovado historicamente de diversas maneiras, um exemplo é o papel feminino na Grécia Antiga, no qual as mulheres eram vistas apenas como objeto de reprodução pelos gregos, tanto que ficavam separadas em áreas isoladas de outros em casa, no gineceu, para rezarem e agradecerem aos deuses. Nessa perspectiva, apesar de ter ganho uma boa parcela de independência, infelizmente alguns casos atuais ainda se assemelham a isso, e fica pior com o isolamento social, que faz muitas moças assumirem o papel de dona de casa novamente, ou mais constantemente. Por conseguinte, a presença masculina na residência faz com que a tensão aumente, junto do consumo alcoólico elevado, promovendo chances maiores de diversos tipos de agressão, segundo dados do site Uol. Dito isso, ações paliativas são indispensáveis nesse momento.
Ademais, há também a grande questão da negligência estatal, na qual se apoia em leis pouco funcionais na prática do dia a dia, que não auxiliam a mulher de forma eficiente, ou sequer não age de modo justo com o agressor e/ou abusador. Dessarte, isso é visto com o aumento de casos de violência contra a mulher, que aumentaram em seis estados, sendo que em São Paulo, o atendimento à elas chegou se elevou quase 45%, segundo dados da Polícia Militar e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Assim, é evidente que as leis não são realmente úteis, e servem apenas para quando a situação é posterior, sem nenhum foco de prevenção e alertas prévios para evitar tal terrível situação.
Portanto, medidas atenuantes são vitais nesse cenário catastrófico. Isso será possível através de políticas práticas de prevenção à violência doméstica e com a mulher em geral, como visitas psicológicas gratuitas e domiciares para mulheres em risco ou que aceitarem, por intermédio do Ministério da Saúde e da Segurança. Outrossim, por meio de leis mais eficientes nesses casos, com punições mais razoáveis, assim como um apoio feminino nos tribunais ou delegacias para confortar melhor na situação; para que, por fim, tal crime bárbaro seja visto apenas nas redes televisivas.