Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 04/10/2021
Durante a Idade Média a sociedade girava em torno dos homens enquanto mulheres que não agiam tradicionalmente e questionavam o sistema marxista eram julgadas como “bruxas”, sofriam agressões até perderem suas vidas ou eram todas queimadas, tudo isso por serem consideradas feiticeiras. Na atualidade no Brasil, mulheres ainda são vistas como o sexo mais frágil, vitimas de homens covardes os quais agridem fisicamente e piscologicamente, visto que na pandemia em 2020 foi intensificado as agressões, ameaças e mortes contra as mulheres.
Em 2020, o país registrou 3.913 homicídios de mulheres dos quais 1.350 foram registrados como feminicidios, ou sejá, foram assassinadas por sua condição de gênero, por apenas serem mulheres. Por exemplo, na Colonização do Brasil as mulheres negras escravizadas eram estrupadas, humilhadas e agredidas por seus senhores e as mulheres desses senhores não tinham nem o direito de interferir caso elas soubessem. Portanto, ainda hoje isso se reflete no Brasil, a maioria das vitimas do feminicidio são negras, por certo, durante a pandemia não foi quando se iniciou as agressões e mortes contra a mulher, apenas se intensificou algo que já acontecia nas casas dessas vitimas e o isolamento foi um gatilho para que tudo piorassem, haja vista que a convivência ficou mais intensa e infelizmente pedir ajuda presa em uma casa se tornou mais difícil que antes para essas mulheres, isto porque não saiam de casa e sofriam caladas na própria residência.
Por conseguinte, nem todos os cenários de violência domestica é denunciado e infelizmente muitos dos casos se descobrem tarde demais, quando já não se pode fazer nada. Além disso, antes do divórcio ser regulamentado em 1977, homens podiam trair suas esposas tranquilamente mesmo que elas descobrissem, porém se fossem ao contrario a traição, ela seria considerada como “prostituta” e morreria. Contemporaneamente, mesmo com o divórcio existente as mulheres são grandes vitimas vulneráveis, humilhadas que têm medo de denunciar as agressões e serem mortas pelo agressor, não acham saídas a não ser acreditar que tudo aquilo é por culpa delas mesma.
Certamente, deve ser controlado com segurança os casos de violência domestica que acontecem todos os dias. Nesse sentido, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, deveria ressaltar que a interação tecnológica durante a quarentena foi maior por conta do isolamento social, por meio disso aplicativos deveriam ser criados para atendimento a mulher, rápido, seguro e fácil. Em seguida, o Ministério da Saúde deveria disponibilizar atendimentos psicológicos gratuitos para todas as mulheres que denunciaram através do aplicativo criado por (MMFDH), assim mais casos serão denunciados e com segurança mulheres serão salvas do feminicidio de modo que minimize a violência doméstica.