Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 26/09/2021
A lei Maria da Penha, sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sete de agosto de 2006, prevê punição adequada a coibir atos de violência doméstica contra a mulher. No entanto, tal lei não é seguida corretamente visto que a agressão contra mulher ainda persiste na sociedade e tem um crescimento exponencial com a pandemia. Sob esse prisma, percebe-se o quão grave e realista é ainda hoje essa problemática, devendo ser urgentemente combatida.
A priori, é válido saliente que o Brasil, segundo dados do Alto comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) ocupa o quinto lugar no ranking mundial de feminicídio. Casos de violência doméstica, psicológica e moral são alguns exemplos do que várias mulheres diárias. Dessa forma, evidencia-se a importância de uma mudança.
Outrossim destaca-se que o Brasil não conseguiu até hoje se desprender das amarras de uma sociedade patriarcal. Consoante ao pensamento do filósofo Francis Bacon, que declara o comportamento humano como contagioso, se aplica à situação. Seguindo essa linha de pensamento, entende-se como a violência de gênero é frequente e está enraizada na sociedade brasileira.
É evidente, portanto, que mantém-se até hoje o paradigma de banalização da violência contra as mulheres, necessitando de sérias medidas para reverter o caso. Para isso, é relevante que se amplie as plataformas de denúncia para casos de violência que atenda todas as classes sociais. Ademais, é essencial que o Ministério da Educação (MEC) crie uma série de debates para todos os estudantes brasileiros com o intuito de ensino sobre igualdade de gênero e a importância de se respeitar as mulheres.