Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 27/09/2021
No filme “Vidas Perdidas” narra-se a história de Graça e Raul, um casal que se apaixona e logo após de um tempo se casaa. Porém, ao longo da longa-metragem, Raul começa a apresentar sinais de agressividade e com isso acaba agredindo sua esposa. Saltando da ficção, esses casos de violências domésticas são muito recorrentes na vida de muitas brasileiras e acabou piorando com a quarentena. Por isso, é importante debater como a ineficácia da Lei Maria da Penha e também destacar que a dificuldade, por parte das mulheres, em denunciar esse tipo de violência agrava esse cenário que já se tornou tão comum no cotidiano brasileiro.
Em primeira análise, precisa-se observar que a lei que protege as mulheres não está sendo aplicada de maneira correta. Esse regulamento, criado em 2006, garante proteção as pessoas do sexo feminino contra seus companheiros ou qualquer outro que tenha cometido agressão contra elas. Contudo, mesmo com a Lei Maria da Penha já estando em aplicação, os índices de feminicídios ainda são muito altos durante o isolamento, e isso se dá pelo fato de que às delegacias não terem preparação adequada para esse tipo de denúncia e as vezes não tem agentes em seus postos de atuação, deixando assim às vítimas vulneráveis. Por isso, é de suma importância que haja alguns reparos nessa lei.
Além disso, muitas mulheres apresentam dificuldades na hora de denunciar, porque além de sofrerem agressão física ou emocionam, elas sofrem ameaças por parte do seu agressor. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, 52% das vítimas não conseguem prestar queixa sobre as agressões sofridas, muitas vezes pelo agressor estar em casa, ainda mais por causa do momento atual de quarentena. Diante disso, foi criado a campanha do Sinal Vermelho, a qual permite mulheres que vivencia a violência possam denunciar, em farmácias, através de um “x” vermelho em sua palma da mão. Todavia, alguns farmacêuticos, por não serem treinados para isso, deixam passar essa marca e consequentemente mulheres continuam sendo agredida em seus lares.
Em resumo, os casos de violência domestica durante a quarentena é um assunto preocupante e, para que isso acabe, necessita-se de algumas mudanças. A priori, o Poder Legislativo e a Polícia precisam ter mais rigidez nessas ocorrências fazendo com que os homens sejam devidamente punidos e que as mulheres possam ser protegidas, visando assim a redução dos casos de violência. Por outro lado, o Estado junto com os gerentes de farmácia, devem desenvolver treinamentos para os funcionários, alertando sobre o Sinal Vermelho e seu significado, para que, quando chegar alguém com esse sinal, eles possam, imediatamente, entrar em contato com os policiais. Feita essas ações, espera-se que o Brasil deixe de ocupar a 5° posição dos países que mais registram violência doméstica.