Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/09/2021
Conquistaram direitos e uma lei que as protege da violência. Mesmo assim, a violência contra a mulher é algo que perciste na sociedade atual, por possuir raízes históricas e ideológicas onde as mulheres eram objetos de posse dos homens. Tal situação se agrava na pandemia, já que impedidas de sair de casa, ficam presas com seus agressores o dia todo.
Ainda sob raízes ideológicas da sociedade patriarcal, grande parte da população brasileira vê as mulheres como inferiores e objetos de posse dos homens. Criando assim uma cultura do medo, na qual o “sexo frágil” está em constante ameaça de sofrer algum tipo de violência, seja física ou psicológica, impedindo assim as denúncias que poderiam tirá-las dessa situação. E com o cenário de pandemia e isolamento social, torna-se quase impossível denunciar pois o agressor está sempre por perto.
Sem a acusação desses crimes, essa condição de pavor e violência pode chegar a fins extremos, como o feminicídio. De acordo com o Fórum de Segurança Pública, houve um aumento de 22,2% no número de feminicídios nos meses de março e abril de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior, confirmando a cultura do medo mencionada anteriormente. A falta de um meio seguro - para as vítimas - de comunicação com as autoridades faz com que esses crimes - que poderiam ser evitados - aconteçam.
Levando-se em consideração esses aspectos, é dever da Secretaria de Políticas para as Mulheres - órgão que tem como atribuição a defesa da dignidade de todas as mulheres por meio da formulação e aplicação de políticas para o público feminino - criar, por meio de investimento estatal, redes de denúncias veladas na internet - como sites de utensílios de casa, com algumas perguntas simples e sutis sobre a situação que a mulher está sofrendo - para denunciar o agressor sem que o mesmo descubra. Dessa forma, o número de mulheres que entram na contagem de feminicídios reduzirá.