Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/09/2021
Durante séculos, a mulher foi alvo de discriminação e violência, devido a uma sociedade que constantemente se desvendou machista. Hodiernamente, no Brasil, muito se tem discutido, recentemente, acerca do óbice da violência doméstica e como essa problemática agravou-se no período da pandemia do Covid-19. Desse modo, faz-se necessário entender como o fator cultural e histórico, bem como, o papel do isolamento social atuam como coeficiente na persistência dessa conjuntura.
Sob esse viés, é válido ressaltar como a carga histórica e cultural fomenta o óbice. O Brasil é um país historicamente patriarcal, repleto de pensamentos preconceituosos enraizados na sociedade e esteriótipos vinculados à mulher, onde, apesar das diversas lutas feministas enfrentadas para conquistar diversas igualdades de gêneros, inúmeras mulheres ainda sofrem agressões verbais, físicas e psicológicas por parte de seus cônjuges. Logo, fica claro como as raízes históricas e culturais desempenham um papel danoso para com esse cenário.
Outrossim, convém destacar como o isolamento social foi um importante agravador para com o óbice. Segundo dados do Observatório da Violência do Rio Grande do Norte, no período entre 12 de março a 18 de março de 2020, os casos de violência doméstica aumentaram 258% com relação ao mesmo período do ano anterior, o fato de um maior convívio dessas mulheres com os seus parceiros é algo que poder ter potencializado essa violência . Além disso, o distanciamento social contribui com a dificuldade da vítima pedir ajuda, uma vez que, muitas delas não têm como se desvincilhar de seus agressores ou têm medo das consequências, optando então pelo silêncio. Diante disso, é imprescindível o incentivo de formas alternativas de denúncias, a exemplo, o disque 180.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para mitgar essa problemática. Posto isso, compete ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos promover palestras, debates e propagandas acerca da violência doméstica, por meio de uma ação conjunta com a Mídia, a fim de divulgar as formas de denunciar em redes sociais, jornais e rádios para estimular o contato dessas mulheres com a polícia ou diretamente com a delegacia da mulher. Desse modo, será possível observar mudanças positivas nesse cenário.