Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 14/10/2021
“Bom dia, Verônica” - uma série de televisão brasileira - conta a história de Verônica, uma escrivã na delegacia de homicídios de São Paulo. Após presenciar um suicídio, ela passa a investigar e ajudar duas mulheres desconhecidas, uma que sofreu um golpe na internet, e a outra violência doméstica do marido policial (que futuramente descobre ser um serial killer). Fora do mundo cinematográfico, infelizmente, ainda há milhares de casos de violência no Brasil, e esses n[umeros aumentaram durante a pandemia, problema este que deve ser solucionado pelas autoridades vigentes.
Precipuamente, vale ressaltar que a violência doméstica se caracteriza no ato de infligir maus tratos físicos ou psíquicos a uma pessoa no contexto doméstico, seja ela cônjugue, ou até mesmo crianças e idosos. Entretanto, as maiores vítimas são as mulheres, e isso é confirmado segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha ao mostrar que uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirmaram ter sofrido algum tipo de violência durante a pandemia. Ao comparar os dados com a última pesquisa, nota-se o aumento no número de agressões dentro de casa, de 42% para 48,8%.
Outros fatores a serem discutidos, são as causas para o aumento nas agressões domiciliares. A pandemia do covid-19 causou uma instabilidade e incerteza em escala global, não só na saúde, mas também na economia e na dinâmica social. Com a implantação da quarentena como medida sanitária, milhares de pessoas se viram na necessidade de permanecer em casa, o que aumentou a convivência familiar. Logo, sintomas como o estresse, ansiedade, isolamento, alteração no sono, se tornaram recorrentes e, alguns indivíduos infelizes, como forma de estravasar as frustrações, praticaram do abuso ao próximo.
Medidas, portanto, devem ser tomadas para resolver esse impasse. O Ministério da Saúde divulgar, constantemente, todos os canais de denúncia, seja números, sites, delegacias específicas, para que a vítima se sinta segura ao denunciar, além de todo o apoio psicológico. Somado a isso, tornar as punições mais severas aos agressores, tanto no tempo de reclusão como na obrigatoriedade de manter distância da vítima. E por último, o Ministério da Educação investir na prevenção primária, justamente para impedir que esse tipo de situação ocorra. Isso poderia ser feito por meio de programas escolares - desde a infância - que trate da violência em relacionamentos e a importância de respeitar o próximo. Assim sendo, uma sociedade que preze a convivência familiar e domiciliar saudável, toma forma.