Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 21/10/2021
A violência doméstica e seu aumento de casos durante a pandemia
Ao afirmar, em sua canção “O tempo não para”, o poeta e compositor Cazuza faz , de certo modo, uma comparação entre futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a violência doméstica não é um problema exclusivamente atual, uma vez que acontece desde muito antes da pandemia de COVID-19. Desse modo, na contemporaneidade, as dificuldades ainda persistem, seja pela mentalidade machista que ainda passa pela cabeça dos brasileiros, seja pela fragilidade da lei juntamente com a necessidade de medidas complementares para combater esse problema.
Sob essa perspectiva, convém enfatizar que o machismo está entre as principais causas do crescimento de casos de violência doméstica na pandemia. Já dizia Cazuza “eu vejo o futuro repetir o passado”, nesse contexto, pode-se aplicar a fala do compositor à violência doméstica, que não é um caso recente, na verdade, vem se prolongando por toda a história. Além disso, de acordo com o serviço de atendimento e denúncia de situações de violência doméstica Disque 180, foi registrado um aumento de 9% nas denúncias em relação à primeira quinzena de um mesmo mês. Com o desenvolvimento da sociedade contemporânea e o crescimento dos movimentos de igualdade de gênero, não é aceitável que esse tipo de violência continue a existir.
Além disso, as leis fracas e a necessidade de medidas complementares para combater o problema são alguns dos fatores que agravam o impasse. Nesse contexto, pode-se citar Napoleão Bonaparte, que durante seu governo como imperador, reformou de diversas maneiras promissoras as leis e a sociedade francesa, porém deixou de lado a luta pelos direitos das mulheres. Ainda que estivesse a tentar construir o país com base nos ideais de igualdade da revolução francesa, Napoleão revogou os direitos das mulheres, uma demonstração de ideais que até hoje repercutem na sociedade.
Portanto, cabe ao Estado o desenvolvimento de projetos sociais, por meio de campanhas e palestras em escolas e outros locais públicos, que prezem pela fácil comunicação e conscientização da população em âmbito nacional. Dessa forma, será possível diminuir cada vez mais a violência doméstica, permitindo que a liberdade de escolha seja garantida.