Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 15/11/2021
Segundo dados da Polícia Militar, apenas, no estado de São Paulo, foi evidenciado em aumento de 44,9% no número de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica. Esse cenário alarmante, deve-se a estrutura perversa da sociedade brasileira e ao aumento de tempo, na pandemia, de convívio entre a mulher -vítima- e o agressor. Note-se, portanto, a necessidade de dialogar sobre tal contexto perverso, a fim de que medidas Estatais sejam tomadas com fito de mitiga-lo.
Sob esse viés, é importante ressaltar a conjuntura social do país. De acordo com o filósofo Pierre Bourdiu, “habitus” é o conjunto de percepções e ações de uma sociedade. Nessa esteira, infelizmente, o machismo, concomitantemente a ideia errônea de inferioridade do sexo feminino, estão emersos na cultura do brasileiro. Tal quadro, pode ser evidenciado no fato de que foi, somente durante o governo de Getúlio Vargas, que a mulher teve garantido seu direito de participação política. Obrigada esse “habitus” nefasto, a mulher é vista como subordinada ao homem, sendo assim, está fadada a sofrer agressões, perpetuando com o cenário horrendo relatado, anteriormente, pela Polícia Militar.
Ademais, o panorama supracitado foi ampliado com a pandeia da covid-19. Isso porque, com ela foi dado o isolamento social, logo a mulher passou a conviver constantemente com seu “inimigo”, não conseguindo relacionar os abusos sofridos, haja vista que não há nenhum ponto de apoio, como família e amigos, por causa da quarentena. Essa externa de algum tipo de amparo, pode ser evidenciada em um dos episódios da série “Grey’s Annatomy”, em que a atual namorada do médio Paul, só consegue perceber e denunciar a violência doméstica sofrida por ela, após a ajuda de Jó Wilson. Dessa forma, fica explícito a importância de meios de ajuda e suporte a matar dessa cultura machista perversa.
Portanto, com vista a diminuir os casos de violência doméstica, cabe ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos a criação de um programa nacional de proteção e amparo à mulher. Isso deve ser feito por meio da ampliação de delegacias destroçada à mulher e disque denuncias, além da promoção de sites em que as provocadas de violência podem causar denúnciar os abusos sofridos, sem sair de casa e de forma rápida, sem que o agressor perceba. Com essa medidas, objetiva-se mitigar os dados relatados pela Polícia Militar e acabar com o “habitius” machista da sociedade brasileira.