Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/11/2021

A obra cinematográfica “Dormindo com o inimigo”, protagonizada pela atriz Julia Roberts, relata a vida de um casal e a violência sofrida pela personagem Sara ao apanhar regularmente do seu marido. Desse modo, a trama mostra o sacrifício da protagonista para superar esse desafio e recomeçar sua vida. Fora das telas, no Brasil, muitas mulheres sofrem violência doméstica e, com a instauração da quarentena, esse problema fez-se mais recorrente.  Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam o aumento do desemprego e  do consumo de bebidas alcoólicas.

Sob essa perspectiva, faz-se necessário lembrar que a Constituição federal, no artigo quinto, garante que a segurança é um direito inerente ao indivíduo. No entanto, segundo dados Polícia Civil, em 2020, houve um aumento de 20% das ocorrências de violência doméstica. Isso ocorre, principalmente, em virtude do isolamento social na pandemia que aumentou o desemprego e atinge 15% dos cidadãos, de acorco com o IBGE. Logo, a insegurança financeira amplia as tensões no lar.

Outrossim, é fundamental apresentar o aumento exponencial do consumo de álcool como impulsionador desse problema. Consoante a isso, em 2020, houve um aumento de 94% da compra de bebidas alcoólicas, conforme pesquisa realizada pela plataforma Compre e Confie. Dessa forma, esse crescimento influencia diretamente o comportamento da sociedade, tendo em vista as mudanças que o álcool provoca no organismo, na maioria dos casos, tornando a pessoa mais agressiva e causando mais problemas familiares.

Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar a violência doméstica. Logo, o Ministério da Saúde- entidade representativa do Poder Executivo- deve ampliar a política de imunização da população, por meio do aumento da compra de vacinas, a fim de atingir a imunidade de rebanho, acabar com a quarentena e diminuir o desemprego. Ademais, é fundamental que o Ministério da Justiça proíba o consumo de bebidas por indivíduos que foram denunciados por agressão, para evitar maiores transtornos nos lares. Assim, o crime de misoginia diminuirá e as mulheres terão mais segurança em suas casas.