Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 17/11/2021

O autor Leon Tolstoi já dizia que a verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família, porém essa não é a realidade de muitos brasileiros no cenário atual. Com a chegada do coronavírus em território nacional no começo do ano de 2020, medidas tiveram que ser tomadas em prol da saúde da população. Uma dessa medias seria o isolamento social, que tinha o intuito de manter as pessoas em casa para evitar a grande contaminação nos meios urbanos. Apesar de ter sido essencial para reduzir o número de infectados pelo vírus, o isolamento social gerou outros problemas. Um desses problemas seria o aumento de casos de violência doméstica, e o mesmo deve ser debatido.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de informação muito presente no senso comum é um obstáculo na resolução de qualquer problema. A violência presente no ambiente doméstico tem as mulheres como maior público-alvo, já que a sociedade foi historicamente moldada em um sistema patriarcal e machista, que decreta a força física e virilidade masculina como um fator essencial no ato de exercer poder e dominância sobre algo ou alguém.

Além disso, dados mostram que o período de pandemia foi um elemento relevante no aumento de ocorrências de agressões contra as vítimas. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), houve um aumento significativo casos de violência contra a mulher em seis estados brasileiros no período de isolamento. A Polícia Militar também fez uma análise sobre a taxa e denúncias, e concluiu que houve um acréscimo de 44,9% no atendimento de mulheres vítimas de violência. A pandemia estimula o convívio familiar, que pode causar o aumento de estresse entre os membros e consequentemente gerar conflitos entre os mesmos.

Portanto, é necessário resolver esse empecilho. Cabe ao Ministério da Educação abordar o tema e instruir o povo brasileiro a identificar e procurar ajuda em casos de violência doméstica. Isso pode ser feito por meio de palestras em locais públicos, como por exemplo, praças, parques e áreas públicas de socialização. Com o assunto esclarecido, é esperado que boa parte da população saiba se pronunciar e se defender dos agressores que os aflingem.