Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 02/03/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento dos casos de violência durante a quarentena apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência governamental quanto da pandemia do Covid-19. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente é fulcral pontuar que a hostilidade doméstica deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências.Segundo o pensador Thomas Hbbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população ,entretanto,isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, cerca de 60% das mortes de mulheres acontece dentro de casa, informa o Conselho Nacional do Ministério Público. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o novo coronavírus como promotor do problema. De acordo com dados do Ministério da mulher,a quantidade referente às denúncias de violência deu um salto: cresceu quase 40% em relação ao último mês. Partindo desse pressuposto, isso implica dizer o isolamento social facilitou e muito para o agressor prosseguir machucando suas vítimas.Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o relacionamento abusivo contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar esta agressão

necessita-se urgentemente,que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio dos governantes regentes em cada Estado, será revertido em centros de distribuição de apoio,para todas as mulheres que se sintam ameaçadas e contragidas ou que, ao menos tenham vontade de desabafar, só assim através dessa ação a coletividade alcançará a Utopia de More.