Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/05/2022
A Lei Maria da Penha (sancionada em 2006) foi criada com o intuito de proteger mulheres vítimas da violência doméstica no Brasil. Entretanto, ainda que já exista essa forma de amparo, o problema é persistente e se agravou drasticamente no atual cenário da pandemia. Tal fato acontece em situações que o abusador acredita que o seu abuso é aceitável, justificado ou improvável de ser reportado. O maior contato dessas mulheres com seus parceiros e a dificuldade de denunciar seu agressor na fase de isolamento. Nesse sentido o aumento nas causas de violência doméstica revela a fragilidade da lei e a necessidade de medidas complementares para combater esse problema.
Em primeiro lugar vale ressaltar que o Brasil é um país, onde as mulheres sempre foram violentadas e oprimidas, tendo isso em vista, o descuido atual do Estado potencializa os casos de agressão doméstica durante a quarentena, onde o tempo de convivência entre os indivíduos aumentaram consideravelmente. Atualmente, apesar do “empoderamento” feminino, das diversas igualdades de gêneros já conquistadas e da Lei Maria da Penha sancionada, muitas delas ainda sofrem agressões verbais, físicas e psicológicas.
Em segundo lugar outra situação que agravou a violência doméstica durante o isolamento social é o fato de um maior convívio dessas mulheres com os seus agressores, o que pode ter potencializado sentimentos e aflorado problemas pré-existentes no leito familiar.
Logo, cabe ao Ministério da Mulher, da família e dos Direitos Humanos (órgão responsável por questões referentes às mulheres) por meio de palestras, debates e propagandas, mostrar que atitudes machistas não cabem mais no século XXI e precisam ser modificadas. Além disso é importante divulgar em redes sociais, rádios para estimular o contato dessas mulheres com a polícia.