Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 26/06/2022
No livro “É assim que acaba” acompanha-se a vida da personagem Lily que luta para de sair de um casamento abusivo, onde sofre violência doméstica. Fora da ficção, uma pesquisa do Instituto data folha mostra que, em 2019, cerca de 23% das mulheres vivenciavam abusos domésticos, dados esses que aumentaram aproximadamente 50% desde do início da pandemia. E isso deve-se ao fato de que, durante a quarentena, inúmeras mulheres passaram a depender financeiramente de seus conjunges além de que há o aumento do medo de que haja a ineficiência e o desamparo do Estado para ajuda-las.
Notoriamente, mulheres que estão em um relacionamento abusivo, acabam por ficar sob dependência monetária de seus parceiros. Retrato disso é o filme “O homem invisível”, onde a personagem principal sofre violência e não consegue se separar pois sua vida financeira era entrelaçada ao do marido. Além do viés da cinematografia, a pandemia teve como uma de suas principais consequências o aumento do desemprego, causando assim, a uma vulnerabilidade de mulheres que vivem em situações de violência doméstica.
Ademais, apesar de que tenha aumentado o número de mecanismos legais para ajudar pessoas em situações de abuso doméstica, como a Lei maria da Penha e o central de atendimento a mulheres, durante a pandemia o medo de que haja a ineficiência do estado para cumprir e atende-las é significativo e dificulta a saída dessas relações. Pois, tem-se que o Estado peca no acompanhamento e na disponibilização de lugares adequados que possam abrigar as vítimas que estão correndo risco de vida. Exemplo disso, é a criação de ONG’S privativas que auxiliam essas cidadãs desprotegidas, como é feito com a ONG Casa Help que atende inúmeras brasileiras desamparadas pelo Estado.
Por isso, é necessário que o Governo Federal, órgão responsável por garantir a proteção e os direitos de todos cidadãos brasileiros, através do Ministério da Mulher apoie políticas, programas e estratégias que possam oferecer acesso ao apoio serviços jurídicos, assistência econômica e outros serviços, principalmente remotamente, para diminuir o número de casos de pessoas em risco de violência doméstica na pandemia e garantir que elas tenham o aparo que necessitam.