Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/06/2022
Platão, filósofo grego, afirmou, por meio do Mito da Caverna, que o conhecimento na Terra é uma sombra, defendendo a importância da apreensão da realidade. No século XXI, alguns temas ainda reforçam a necessidade dessa investigação, por exemplo, as discussões sobre a naturalização da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes no Brasil, que, apesar de muitas vezes ignoradas, devem ser debatidas na sociedade. Desse modo, entende-se que a falta de denúncia da vítima, bem como a banalidade dessa ação apresentam-se como obstáculos para solução da problemática.
Nessa conjuntura, ao se examinarem alguns fatos sobre a falta de denúncia da vítima, verifica-se que muitas vítimas têm medo ou são dependentes do agressor. Segundo a pesquisa realizada pelo ScieloBrasil, afirma que de 1995 a 2000 examinaram 400 documentos de denúncias entre eles 65% são de vizinhos que denunciaram tal violência. Nesse contexto, observa-se que os familiares não tentam buscar ajuda ou meio para acabar com tal ação ilícita. Com isso, há a consolidação de uma adversidade preocupante.
Além disso, é importante ressaltar a banalidade dessa ação. Com efeito, a pensadora Hannah Arendt afirma na sua obra “Banalidade do Mal” que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro, pensamento verificável a sua aplicação na sociedade pós-moderna, pois a sociedade observa tanto aquela ação na atualidade que se torna algo comum na sociedade, a exemplo do machismo. Assim, é preciso uma atenção governamental para solucionar esse cenário problemático.
Portanto, é urgente a ação dos atores sociais frente a naturalização da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes no Brasil. Para tanto, o Estado – responsável pelo bem-estar do bem social – deve, junto às ONGs (Organização Não Governamental) ensinar desde a infância as crianças a terem uma visão crítica sobre violência em geral, para que saibam como lidar com tal situação, por meio debates, programas governamentais, campanhas e veículos midiáticos, a fim de que essa problemática seja minimizada drasticamente.