Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 22/10/2022

Na obra ‘’Utopia’’, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, isenta de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na sociedade brasileira é o oposto do que o autor prega, já que houve um aumento na violência doméstica durante à pandemia. Logo, faz-se necessários medidas para amenizar esse impasse, que tem como principal causa o isolamento social, consequentemente, o receio de denunciar.

Nesse contexto, a quarentena é um perpetuador do aumento da problemática. Segundo Emile Durkeim, a família é um dos pilares para a formação do ser humano. Contudo, devido ao cenário pandêmico muitos indivíduos tiveram que se afastar dos parentes, perdendo-se a rede de apoio do convívio frequente, uma vez que o pilar emocional que era oferecido é importante para o psicológico das vítimas. Dessa forma, a teoria do filosofo é disturbada, precisando-se que o problema essa discutido na sociedade.

Além disso, é coerente apontar que o silenciamento impactou a questão. De acordo com Djalma Ribeiro, é preciso tirar uma situação da invisibilidade para soluções sejam promovidas. Todavia, há um silenciamento instaurado no aumento de violência doméstica na pandemia, visto que as vítimas não realizam a denúncia por medo de julgamento e não serem ouvidas, acabam se oprimindo nessa cena deprimente sem terem opções de fuga por medo. Assim, urgem tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela como defende a pensadora.

Portanto, é preciso de providencias para mitigar a alta dos casos de violência doméstica na pandemia. Nesse sentido, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, órgão responsável pela segurança da população brasileira, deve se assegurar o cumprimento do direito constitucional de proteção a essas vítimas, por meio da produção de ofícios e cartas de reclamação coletivos, com a descrição de relatos de pessoas da comunidade que sofrem com esse problema e serem debatidos. Além disso, o Ministério da Saúde deve oferecer consultas com profissionais de forma online ou presencial para esses indivíduos. Feito isso, o Brasil poderá, gradativamente, mudar esse quadro deletério.