Debate sobre o complexo do “branco salvador”

Enviada em 23/07/2023

A Constituição Federal de 1988, instrumento que define todas as normas jurídicas do país, em seu Art 5°, assegura a igualdade entre todos os cidadãos. Todavia, fora dos papéis constitucionais, não é isso o que ocorre, dado que o complexo do “branco salvador” ainda está enraizada no imaginário brasileiro, inclusive, na forma como os indivíduos enxergam seus semelhantes. Desse modo, cabe debater como a alta taxa de politicos com traços caucasianos e a estigmatização da pele negra contribuem com a permanência dessa mazela.

De início, deve-se destacar que, desde a idade média até os dias atuais, as populações não caucasianas sempre foram sub-reprsentadas no cenário político. Ademais, de acordo com Plantão, a escolha dos representantes sempre refletiu o ideal de seres humanos em uma sociedade. Além disso, a permanência de um grupo em específico no poder faz com que todas as “ações assertivas” desse governos sejam atribuidos direta ou indiretamente aos governates. Dessarte, a proeminência da população branca em cargos de chefia contribui para fomentar a ideia deturpada de que uma étnia deve dominar e educar todos os demais povos.

Em segundo lugar, vale ressaltar que, as minorias étnicas, em especial a negra, sempre foram estigmatizada com características que os imperialistam atribuiam aos povos “bárbaros”. Outrossim, isso se reverbera em uma pesquisa realizada pelo portal de notícias G1, que mostra que de 30% da população brasileira se sente mais segura próxima de uma pessoa branca do que com povos com outros traços étnicos. Dessa maneira, percebe-se que a imagem do homem branco como um “salvador imaculado” ainda persiste na sociedade ocidental e precisa ser alterada por uma visão mais igualitária e menos preconceituosa.

Portanto, para que essa problemática seja superada, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, cabe ao ministério da cultura, em pareceria com a mídia, combater o complexo do “branco salvador”. Isso pode ser feito por meio do incentivo para que outros grupos étnicos entrem na vida política, além da criação de campanhas que busquem combater os estigmas associados aos povos que não apresentam traços caucasianos. Somente assim, a Constituição Cidadã será respeitada e a ideia de haver uma supremacia branca seja mitigada.