Debate sobre o complexo do “branco salvador”

Enviada em 09/10/2023

Diversas ações humanitárias e ONG’s estão em atuação no continente africano hoje em dia, como os Médicos sem Fronteiras e a Pastoral da Criança. Todavia, nem sempre essas organizações tem intenções sinceras, buscando somente ajudar o próximo. Sendo assim, é cabível analisar a síndrome do super herói e a exposição nas mídias socias como fatores para intensificar o complexo do “branco salvador”.

Antes de tudo, a síndrome do super herói é visível no momento que um indivíduo precisa salvar ou solucionar o problema de outra pessoa, se tornando assim, o “herói da história”. Nesse perspectiva, o " branco salvador" traz o foco para si mesmo, acreditando que somente a sua ajuda irá resolver certo problema.

Dessa forma, ele inferioriza e desrespeita os líderes locais, que lutam intensamente para defender a sua comunidade, distorcendo a realidade a seu favor. Em síntese, ao realizar um trabalho volutário, é necessário reavaliar suas intenções e respeitar as culturas daquele lugar, para realmente realizar um impacto positivo.

Em primeira instância, a exibição nas redes socias dessas atitudes altruístas se tornam empecilhos para consolidar a verdade sobre a Àfrica. Uma vez que, é generalizado a pobreza e o sofrimento no continente, ignorando suas belezas e riquezas. Além disso, é divulgado fotos de crianças e pessoas, muitas vezes de forma não autorizada. Em outras palavras, é perceptível a falta de respeito e consideração pelas pessoas em situações de vulnerabilidade. Em suma, é essencial ter consiência sobre suas condutas, evitando reforçar os estereótipos já existentes.

Portanto, compete aos volutários em causas humanitárias promover essas assistências aos indivíduos em situações instáveis e delicadas. Essa ação deve ser feita de modo cauteloso, uma vez que considera as culturas e a autoridade daquela região, com o objetivo de causar um impacto benéfico. Deste modo, promove o bem estar do próximo, e não a recompensa do seu próprio mérito.