Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 28/08/2020
A pandemia apresenta riscos tanto para saúde física quanto para a educação brasileira. E vale lembrar que o ensino público na França se iniciou com Napoleão, porém nem todos tinham a oportunidade de estudar nos liceus harmoniosamente, o mesmo ocorre com o Brasil nos dias atuais. De maneira análoga, a pandemia potencializou o déficit da aprendizagem por intermédio de uma imposição de uma nova rotina para os estudantes e uma maior restrição ao conhecimento.
Primordialmente, a frase de Zigmunt Bauman se aplica no contexto: ‘‘Não são as crises que mundo e sim nossa reação a elas". Nesse viés, em momentos de crise a autodisciplina é exigida para conseguir manter nos trilhos os afazeres, aqueles que já tinham um método para estudar no próprio lar não sentiram tanto o choque. Todavia, a grande maioria do alunos brasileiros não dão a devida relevância ao meio acadêmico.
Em segundo lugar, se antes da crise os estudantes sofriam com a falta de qualidade, agora piorou. Bem como, com a vinda do surto ter um computador se tornou mais um obstáculo, restringindo ainda mais a educação para os mais pobres, uma vez que segundo o IBGE 97 por cento dos brasileiros utilizam a internet pelo celular e os programas de ensino exigem, em sua maioria, um computador para o bom funcionamento. Sendo assim, a parte carente do Brasil fica sem perspectivas para o futuro.
Portanto, ter uma orientação para manter as tarefas e possuir o acesso ao mundo digital é o mínimo para manter a educação, caso contrário ela tende a piorar. Destarte, a União deve diminuir os impostos dos fornecedores de internet para que o preço fique mais acessível. Consequentemente, todos alunos da rede pública serão integrados no meio escolar e poderão ir além do que a escola oferece, e os meios midiáticos devem aconselhar como ter um estudo produtivo através de breves e criativos conselhos nos comerciais.