Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 06/10/2020

Em virtude da pandemia do Coronavírus, a rotina do mundo mudou em 2020, no âmbito educacional muitas escolas tiveram que cancelar as aulas presenciais e pensar em novas formas de ensinar. Em meio a esse panorama, os impactos no ensino já tem demonstrado fragilidades no Brasil, devido a falta de apoio adequado ao docente e a desigualdade entre sistema público e privado de educação no país.

Em primeira instância, é válido ressaltar que as escolas tiveram que alterar o sistema de ensino o mais rápido possível e muitas optaram por aulas on-line. Porém, são poucos os professores que tiveram formação adequada para lecionar a distância e não houve treinamentos para atuação desses profissionais em plataformas tecnológicas. Nesse sentido, uma reportagem publicada no G1.com mostrou as dificuldades enfrentadas pelos docentes, pouco habituados com tecnologias, em promover qualidade de ensino na internet. Diante disso, nota-se que a falta de suporte ao educador tem debilitado o ensino nesse período de crise.

Outrossim, a disparidade entre educação pública e privada sempre existiu no Brasil, mas as adaptações provocadas pela pandemia acentuou ainda mais essa desigualdade. Enquanto os colégios particulares, com melhores recursos, saíram na frente com aulas em boas plataformas on-line, muitos alunos da rede pública nem acesso a internet tem. Sobre isso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que 30% dos lares no Brasil não possuem acesso à internet. E o resultado disso é uma acentuação da desigualdade de acesso ao ensino no país.

Em suma, medidas são necessárias para que os impactos da pandemia não fragilizem mais a educação no país. Logo, cabe ao Ministério da Educação preparar os professores e criar medidas efetivas para promover o ensino na rede pública. Para tal projeto o governo deve investir em cursos para capacitação tecnológica dos docentes e, juntamente com os educadores, formular testes de progresso visando recuperar e atender os alunos que enfrentaram mais dificuldades de acesso ao ensino.