Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 28/08/2020
No contexto atual, há uma imensa desigualdade a respeito da educação, pois o ensino a distância não é um recurso viável para a maioria da população Brasileira, já que, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 42% das classes “D” e “E” estão conectadas, causando assim um aumento, da já enorme vantagem, referente a classes sociais superiores.
Tendo em vista estes aspectos, é importante ressaltar que, de acordo com a Revista Educação, muitas crianças da geração Z nunca ligaram um computador e 97% dos brasileiros acessam a internet pelo celular, isto reforça o fato de que, neste momento apenas os nichos sociais elevados economicamente estão tendo acesso a educação, fator que deveria ser básico e de alcance a todos. Melhor dizendo, isso pode aumentar o gigantesco abismo existente entre as classes, tornando inda mais difícil a ascensão social.
Além disso, temos uma divergência enorme entre a qualidade de ensino em escolas públicas e particulares, estas divergência causadas muitas vezes pela falta de estrutura ou por falta da capacitação de educadores presentes nas instituições governamentais. Bem como a disponibilização de plataformas digitais responsáveis pela criação do ambiente escolar virtual, a qual, na maioria das vezes só está disponível em versões para computadores, e como citado no parágrafo anterior, 97% dos brasileiros acessam a internet pelo celular, o que torna ainda mais difícil escolas pública conseguirem exercer as atividades “online” com êxito.
Sendo assim, é de grande importância, de que o MEC invista uma grande parte de sua verba no departamento tecnológico da educação, podendo assim disponibilizar internet de boa capacidade, equipamento para acesso e cursos sobre a utilização dos mesmos, para estudante e professores residentes de lugares com condições de vida mais precárias, tentando assim igualar a desigualdade presente entre os patamares sociais.