Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 28/08/2020

No Brasil, até, pelo menos, o século 20, a educação superior era um privilégio das elites. Analogamente, apesar do sistema educacional brasileiro ter avançado e se tornado mais democrático, nota-se que, devido à necessidade de distanciamento social, ele parece regredir para essas décadas anteriores a 1900, visto que a parcela mais pobre da população tem mais dificuldade de acessá-lo. Logo, é necessário um debate sobre os impactos da pandemia no ensino nacional.

A priori, apesar de as tecnologias de informação serem grandes aliadas do ensino, sobretudo, no contexto atual, nota-se que esses benefícios são limitados a apenas uma parcela da população. Dessa forma, pelo fato de ser necessário um isolamento social, é necessário que as aulas sejam online, o que possibilita que as escolas não parem de funcionar. Contudo, nem todos tem acesso a esses meios de informação, visto que, segundo a Folha de São, cerca de um terço da população brasileira não tem acesso à internet. Assim, nota-se que mesmo à educação pública do país, apesar de ser uma garantia Constitucional para todos os cidadãos,  ela exclui os mais pobres.

A posteriori, outro fator que afeta o ensino brasileiro, nesse contexto pandêmico, é a falta de capacitação dos professores ou a falta de equipamentos para produzir as aulas online. Nesse sentido, pelo fato de os profissionais da educação não terem sido preparados com antecedência, visto que esse problema viral foi repentino, eles enfrentam sérias dificuldades para poder transmitir o conteúdo por meio das plataformas digitais aos seus alunos e como as escolas não pararam eles têm que fazer isso -mesmo que depreciando a qualidade educacional.

Portanto, visto que a pandemia tem alguns impactos no ensino nacional, é necessário que algo seja feito a respeito. Logo, o Ministério da educação, em conjunto ao Poder legislativo, o qual é responsável por criar normas, crie uma lei que incentive, por meio de multas, às escolas a suspenderem às aulas até o fim da pandemia,  para que os alunos não sejam prejudicados pelas falhas desse novo modelo educacional.