Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 28/08/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à educação e ao bem-estar social. Entretanto, a pandemia do novo coronavírus e seus impactos na educação brasileira impossibilitam que parcela da população usufrua desse privilégio universal. Nessa lógica, esses problemas são causados, principalmente, devido à grande desigualdade social do país, além do baixo acesso à internet pela sociedade. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para solucionar esses empecilhos.
Primeiramente, é importante salientar as maneiras que a grande desigualdade social da nação interfere na educação. Uma vez que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 70% da população brasileira possui sua renda abaixo da classe média. Além disso, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), o Brasil ocupa o 55° posição em 61 países, em relação a qualidade de ensino. Nessa conjuntura, é racional deduzir os problemas relacionados a educação brasileira, visto que grande parte dos cidadãos tem baixa renda e uma baixa qualidade de educacional.
É importante, ainda, evidenciar as formas que o baixo acesso à internet gera efeitos negativos somados a pandemia. Dado que, em concordância com o IBGE, mais de 25% da população não consegue acessar o ciberespaço. Nesse contexto, a ausência desse direito é extremamente problemática, posto que as aulas presenciais foram canceladas e somente a Educação a Distância (EaD) está em funcionamento. Nesse espectro, pode-se concluir, pelos dados supracitados, a grande necessidade desse recurso, posto que a principal maneira de obter ensino nesse período é por ele.
Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar o problema. Por isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC) em conjunto com o Poder Público, garantir o direito à educação a todos os alunos, por meio da entrega de aparelhos de internet, como moldem e roteadores, e aparelhos para os alunos conseguirem assistir as aulas, como computadores e notebooks. Além de investir mais recursos nas escolas públicas, para que a qualidade do ensino delas fique tão boa quanto a de particulares, a fim de que o Brasil possa ter uma ótima educação, mesmo nesse período de pandemia. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora na educacional durante essa enfermidade.