Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 30/08/2020

Durante a transição da Idade Média para a Idade Moderna, ocorreu, no continente europeu, uma pandemia da doença bacteriana conhecida como “Peste”, o que forçou os países a tomarem medidas com vistas à contenção dessa praga. Na realidade atual brasileira, o cenário é análogo , haja vista a necessidade de reclusão dos indivíduos devido ao fechamento das instituições de ensino. Essa medida, no entanto, culminou no aumento da concorrência desleal entre jovens de modalidades de escolas diferentes e no desenvolvimento de patologias devido ao isolamento.

A princípio, é imprescindível apontar que esse cenário trouxe como impacto o crescimento da desigualdade educacional entre estudantes. Nesse sentido , o pensador Stuart Mill conceitua a prática do utilitarismo, uma filosofia que prega a prática da maximização dos direitos por parte do Estado, o que promove uma situação de maior felicidade da nação. Contudo, vê-se que, em face da nova pandemia enfrentada, o governo central não tomou esforços consideráveis para reduzir a disparidade socioeducacional entre estudantes da esfera pública e privada, o que vai de encontro ao pensamento do filósofo mencionado. Assim, cabe ao aparelho burocrático romper com ta dinâmica.

Ademais, convém , ainda, salientar que essa nova vivência desencadeia perturbações mentais nos discentes afastados. Sob essa perspectiva, o lecionador Paulo Freire sustenta a ideia de que uma educação de excelência se da em um ambiente culturamente rico, com permuta de conhecimento entre professor e aluno. Sob esse viés, é notável que o afastamento dos entes compositores dessa educação de qualidade tende a não só reduzir o desempenho escolar do aluno, mas também causar transtornos mentais, vide a mudança drástica de um hábito importante na formação de indivíduos.

Portanto, cabe ao governo central, articulando o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação- por serem os órgaos do governo responsáveis por situações dessa magnitude- assegurar uma melhor qualidade de estudo aos alunos do país, em especial aos de escola pública, por meio de ações que visem à redução da desigualdade social e ao auxílio psicológico para alunos que contraíram sequelas da reclusão forçada, para que, dessa forma, sejam combatidos os males advindos da nova pandemia.