Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 29/08/2020

No século XIX, era afirmado pelo químico Lavoisier, nada se cria,nada se perde, tudo se transforma. Tais mudanças podem ser observadas após a III Revolução Industrial, na qual houve uma grande integralização socioespacial em nível global, facilitando a propagação de doenças virais e a ocorrência de uma pandemia, em que o isolamento social afetou o ensino brasileiro, ocasionando defasagens nas matérias básicas e a visibilidade de problemas estruturais.

Primeiramente, é imprescindível destacar que na Constituição de 1988, em seu conjunto de leis, é garantido a todos os cidadãos o direito à educação. Todavia, tal construção teórica demonstra-se ineficaz na prática, em que em períodos de pandemia - momento no qual o isolamento social é um fator importante para conter surtos de doenças - há pessoas que não possuem acesso à internet para assistir aulas online, dificultando, assim, o processo de aprendizado. Por conseguinte, esses estudantes acabam tendo defasagens em matérias básicas, como português e matemática, aumentando a desigualdade no ensino brasileiro.

Outrossim, cabe salientar que a pandemia “apresentou” os problemas de infraestrutura do ensino público. Nesse sentido, é notório que o acesso a internet, a formação de professores capacitados para atuar no meio digital e a falta de material didático são empecilhos que existem em escolas públicas, porém, não era ofertada a devida atenção tanto pelo governo, quanto pela população. Dessa maneira, segundo o investidor Ray Dalio, “dor mais reflexão é igual progresso”. A partir disso, é sabido que o coronavírus trouxe problemas, como a morte de milhares de pessoas, mas também, propiciou a visibilidade de defasagens que necessitam de solução para aprimorar o ensino brasileiro.

Portanto, é mister que para atenuar a problemática, cabe ao Estado, em parceria com o IBGE, realizar uma pesquisa de campo por meio de um questionário disponibilizado para professores e alunos, a partir disso, identificar municípios com defasagens no ensino público, visando, fornecer recursos financeiros para solucionar esses problemas, com o intuito de melhorar as instituições de ensino brasileiras. Ademais, o Ministério da Educação deve proporcionar, com a utilização de um site pedagógico, cursos de capacitação para professores, ensinando-os como organizar e ministrar aulas com o uso da internet, buscando, assim, usufruir da melhor maneira dos meios digitais para o processo de aprendizagem. Nessa perspectiva, haverá uma sociedade que saberá se aprimorar com as mudanças proporcionadas pela III Revolução Industrial.