Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 29/08/2020
A pandemia do COVID-19 forçou bilhões de pessoas a se adaptarem a uma nova realidade, inclusive o sistema educacional. A importância de um ensino de qualidade e igualitária independente da condição social vai além do conteúdo aprendido, como é primordial para as relações interpessoais do indivíduo. Em vista desse quadro, é imprescindível uma consciência popular sobre o papel do ensino no processo de socialização, além de uma reforma estrutural da educação a distância objetivando uma universalização de seu acesso.
É preciso entender, primeiramente, o valor da educação mesmo em momentos de crise. De acordo com o filósofo Paulo Freire “a educação não transforma o mundo. A educação transforma pessoas. Pessoas transformam o mundo” nesse sentido, compreende-se que em momentos como o de isolamento social as relações interpessoais são essenciais para a formação do indivíduo. Desse modo, entende-se que para comunidades homogêneas, é necessário um ensino de qualidade independente da ocasião.
Além disso, outro notório motivo para esse problema é que o coronavírus causa um impacto desigual na vida das pessoas. Há uma clara diferença estrutural nos ensinos públicos e privados para adaptar-se aos imprevistos e migração para plataformas online, gerando uma maior disparidade no conhecimento e uma renda cada vez mais desproporcional. Assim, é perceptível que para uma sociedade mais justa, é essencial uma educação igualitária. Portanto, entende-se que para uma maior homogeneidade nas relações educacionais, são necessárias reformas estruturais e da mentalidade popular.
Para isso, o Governo - representado pelo Ministério da Educação - deve investir em políticas estruturais como, por exemplo, a capacitação de professores e a distribuição de aparelhos para os alunos sem condições financeiras. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras, principalmente em escolas, que visem mostrar a importância da socialização nas escolas. Feito isso, poderá se caminhar para uma maior igualdade educacional e com estudante - segundo Paulo Freire - que transformem o mundo.